04 abril 2018

Declaração do General Exército Eduardo Villas Bôas,  


Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável’, diz Janot

‘Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável’, diz Janot

(Arquivo) O procurador-geral da república, Rodrigo Janot - AFP/Arquivos

"Isso definitivamente não é bom”, afirmou o procurador-geral da República Rodrigo Janot, em reação às declarações do general do Exército Eduardo Villas Bôas, nesta terça-feira, 3. Por meio do Twitter, o comandante militar questionou sobre “quem está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais’ e disse que a o Exército “se mantém atento às suas missões institucionais”.


“Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável. Mas não acredito nisso realmente”, criticou Janot.


Nesta terça, Villas Bôas disse que o Exército “julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia”.


O general não citou nomes em sua mensagem, e questionou. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”.


Recado


Segundo apurou a colunista Eliane Cantanhede, do jornal O Estado de S. Paulo, a mensagem do comandante do Exército foi um recado aos “interesses” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que terá seu habeas corpus preventivo julgado nesta quarta-feira, 4. Generais ouvidos pela jornalista, no entanto, descartam que a mensagem seja uma ameaça.


Lutado de MMA é assassinado a tiro e facadas

Lutador de MMA, Adriano Mamute é assassinado com tiro e facadas em Belém

Bandidos invadiram a casa do lutador durante a madrugada desta terça-feira (3), no distrito de Outeiro, em Belém. Mulher e filho da vítima presenciaram o crime.

Por G1 PA, Belém

Lutador de MMA foi esfaqueado e morto com um tiro na ilha de Outeiro, em Belém. (Foto: Reprodução / Facebook

O lutador de MMA (artes marciais mistas) Adriano Sylberth Santana Pereira, conhecido como Mamute, de 29 anos, foi assassinado dentro de casa na madrugada desta terça-feira (3) no distrito de Outeiro, em Belém. A vítima morreu na frente da mulher e do filho. A Divisão de Homicídios investiga o crime.

Segundo a Polícia Civil, o lutador estava em sua casa quando, por volta de 23h30, bateram na porta dos fundos. Ao abrir, Adriano Mamute se deparou com três homens, todos com camisas no rosto e armados.

Mamute correu para o quarto, onde estavam a companheira e o filho de 9 anos, mas foi perseguido pelos criminosos, que, ao chegarem no quarto, foram em direção a Adriano. A vítima teria pedido calma, mas foi atingido com um tiro no rosto. Ele caiu no chão ainda com vida.

Os assaltantes pediram os aparelhos celulares de Adriano e da mulher. Quando estavam saindo da casa perceberam que a o lutador ainda estava vivo e voltaram para aplicar golpes de faca no peito da vítima que morreu no local.

Além de lutador com 30 lutas no cartel, Adriano tinha um emprego de eletricista naval, segundo a polícia. A Polícia Civil apurou também que Mamute não estava sendo alvo de ameaças que pudessem estar relacionadas ao crime

Partido do PCdoB perde liminar contra Roseana Sarney



Juiz rejeita ação do PCdoB contra Roseana Sarney

Por Zeca Soares 

  

O juiz eleitoral Itaércio Paulino da Silva, membro do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), rejeitou, em decisão monocrática, uma liminar em representação eleitoral protocolada pelo PCdoB – partido do governador Flávio Dino – contra a ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Os comunistas alegam que a emedebista fez propaganda eleitoral antecipada em Buriticupu, durante a passagem da “Caravana da Guerreira”, no mês passado.

“O representante afirma que um outdoor, em grandes dimensões, está localizado na cidade de Buriticupu, à vista da população e disponível para divulgação nas mídias sociais eletrônicas, para o que colaciona à exordial, foto da propaganda por ele atestada como irregular pelo seu conteúdo e também pela sua forma”, destacou o magistrado, ao julgar o caso.

Na ação, o partido político pedia a imediata retirada do outdoor do local, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. E, no mérito, a aplicação do valor máximo da multa prevista no § 3º, do art. 36, da Lei nº 9.504/97 (Lei da s Eleições), da ordem de R$ 25 mil.

Também são alvo da mesma ação a suplente de vereadora Marlene Mascarenhas e o marido dela, Hélio Mendes, ambos do PSD. Eles teriam patrocinado a confecção do material.

Sem pedido – Ao decidir sobre o caso, Itaécio Paulino destacou que o novo entendimento do código eleitoral aponta para propaganda antecipada apenas quando há pedido explícito de votos.

“Não verifico a presença dos requisitos ensejadores para a concessão da medida liminar. […] Com o advento da […] Minirreforma Eleitoral, o art. 36, da Lei 9.504/97, em que imperava de forma quase irrestrita a proibição da propaganda política antes do dia 16 de agosto do ano da eleição, sofreu mitigação, posto que passou a ser interpretado em conjunto com o art. 36-A. No dispositivo acrescido, apresentam-se situações em que são descaracterizadas como propaganda antecipada, dentre outras, as comunicações em que se fizer menção à pretensa candidatura, bem como quando se proceder à exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos, desde que não envolvam pedido explícito de voto”, pontuou.

Segundo ele, não foi esse o caso em Burticupu. No presente caso, a colocação de outdoor com a inscrição ‘A GUERREIRA ESTÁ VOLTANDO! MARLENE MASCARENHAS E HÉLIO MENDES/PSD BURITICUPU SAÚDAM ROSEANA SARNEY. BEM VINDA A NOSSA CIDADE!’ não configura, em análise perfunctória, propaganda antecipada, vez que se restringe a adjetivar e saudar uma das representadas, sem qualquer pedido de votos”, completou o magistrado.

O processo, agora, deve ser apreciado pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão

03 abril 2018

Manifesto contra e afavor de Lula


Manifestantes vão as ruas nas capitais para pedir prisão de Lula

Grupos como MBL e Vem pra Rua pedem ao STF que mantenha a prisão após segunda instância; avenidas, como a Paulista (SP) e Atlântica (Rio), são fechadas

Manifestantes protestam em várias capitais brasileiras no início da noite desta terça-feira 3, para pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impetrado para evitar sua prisão pela Operação Lava Jato. O julgamento será nesta quarta-feira, a partir das 14 horas, em Brasília. No início da noite, cerca de 1.500 pessoas protestavam na cidade para pedir a prisão do petista.

Uma das maiores manifestações ocorre na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Manifestantes de verde e amarelo interromperam o fluxo de veículos em seis quarteirões da via – entre as alamedas Campinas e Ministro Rocha Azevedo. O protesto é organizado por grupos que se definem como sendo de direita no espectro político e que ganharam relevância a partir de 2015 ao impulsionar o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem pra Rua.

Havia duas grandes concentrações de manifestantes – uma em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), liderada pelo Vem pra Rua, e outra no Museu de Arte de São Paulo (Masp), coordenada pelo MBL. Nos microfones e nos cartazes, pedidos para que o ex-presidente seja preso, além de mensagens pressionando o STF, com argumentos como o de que a Corte “não pode dar as costas ao povo”. Por volta das 20 horas, a Polícia Militar estimava em 5.000 o número de manifestantes na Paulista.

“Precisamos dar ordem nesse país. Não só para protestar contra o Lula, mas contra todos os políticos corruptos. Eles não podem ficar impunes. Não podemos ir a Brasília, mas viemos aqui”, disse a fisioterapeuta Maísa Brito, 54 anos, fisioterapeuta, que foi sozinha do Planalto Paulista, bairro da zona sul paulistana.

“Vamos mostrar para as pessoas a importância de manter o atual entendimento da prisão em segunda instância. O Lula é um criminoso condenado, então, claro que ele tem que ser preso. Mas nosso protesto vai além dele”, disse Adelaide Oliveira, uma das coordenadores nacionais do Vem pra Rua.

Pelo país

No Rio de Janeiro, a manifestação para pedir que o ex-presidente seja preso reúne atores como Victor FasanoLuana Piovani e Carlos Vereza. O pré-candidato do Partido Novo, João Amoêdo, também esteve no local. Os manifestantes estão reunidos na Avenida Atlântica no quarteirão entre a Xavier da Silveira e a Miguel Lemos. O trânsito na avenida foi interrompido neste trecho, na altura do posto 5.

Em Curitiba, onde Lula foi condenado pelo juiz Sergio Moro, centenas de manifestantes se reuniram na Boca Maldita, tradicional palco de protestos no centro da cidade, para pedir a manutenção pelo STF da prisão após decisão em segundo grau. A manifestação teve um momento de tensão quando dois carros de som ficaram próximos um ao outro. Um dos líderes de um grupo maior, que reuniu o movimento Curitiba contra a Corrupção e Acampamento Lava Jato, disse que o caminhão do grupo Impeachment Curitiba estava atrapalhando o protesto. Depois de uma breve discussão, o segundo carro de som se afastou.

Uma outra manifestação ocorreu em frente ao prédio da Justiça Federal em Curitiba. Organizado pelo MBL e pelo Vem pra Rua, o ato contou com execução do Hino Nacional e palavras de ordem contra Lula. “Houve uma divisão geográfica dos movimentos, mas a luta é a mesma. Não queremos um STF de conluios políticos, por isso queremos Lula preso”, disse Júnior Ramos, um dos coordenadores do MBL no Paraná.

Em Belo Horizonte, grupos pró e contra Lula ficaram a cerca de 800 metros um do outro. Na Praça da Liberdade, os organizadores do ato contra o petista avaliaram em 5.000 o número de manifestantes – a Polícia Militar não fez estimativa. Já a concentração a favor do ex-presidente ocorreu na Praça Afonso Arinos – não há estimativa de público.

Milhares de pessoas ocuparam em Porto Alegre a Avenida Goethe, em frente ao Parcão, como é conhecido o Parque Moinhos de Vento, onde o MBL e o Vem pra Rua costumam realizar suas manifestações. Por volta das 18 horas, horário do evento, centenas de pessoas se dirigiam a pé ao local vestidas de verde e amarelo. Na passarela para pedestres que cruza a avenida, uma faixa com os dizeres “A lei é igual para todos” ficava visível também para os motoristas.

Em Fortaleza, o Vem pra Rua reuniu 1.500 pessoas, segundo a organização na Praça Portugal – a PM não fez estimativa. No Recife, milhares de manifestantes se reúnem na Praia de Boa Viagem e bloqueiam totalmente a avenida do mesmo nome.

(Com Estadão Conteúdo, Agência Brasil e Reuters