29 março 2017

DESCUPA DOS CORREIOS POR AGENCIAS FECHADAS

Presidente dos Correios diz que plano de saúde está ‘matando’ estatal

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O presidente dos Correios, Guilherme Campos, afirmou que o plano de saúde oferecido aos funcionários está “matando” a estatal. Segundo Campos, nos moldes que opera hoje, o sistema é inviável e não cabe no orçamento da instituição. Ele participou nesta quarta-feira, 29, de uma audiência pública no Senado com o ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações), que apresentou as metas e desafios do setor nos próximos anos.
Segundo Campos, em números ainda preliminares, do prejuízo total de cerca de R$ 2 bilhões apurado pelos Correios em 2016, R$ 1,8 bilhão referem-se ao plano de saúde. Do total de custos do plano, a estatal paga 93% e os funcionários, 7%. “É impossível manter isso no orçamento da empresa. A empresa não quer acabar com o plano, mas nos moldes que está hoje é impossível ser mantido”, afirmou.
Ele disse ainda que está negociando com sindicatos mudanças no sistema de saúde dos funcionários. Além disso, acrescentou que a empresa continuará empenhada no corte de gastos com despesas e pessoal e deverá concentrar esforços na logística de encomenda, serviço com demanda crescente em tempos de comércio eletrônico.

Participante do furto ao Banco Central em Fortaleza volta a ser preso

ASSALTANTE DO BANCO CENTRA DE FORTALEZA 

Condenado por roubo a banco foi preso em Borrazópolis (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Policiais militares do Paraná prenderam hoje (29), em Borrazópolis (PR), no Vale do Ivaí, um dos assaltantes que participaram do furto ao Banco Central em Fortaleza (CE), em agosto de 2005. O crime é considerado um dos mais ousados já registrados no país e apenas parte dos mais de R$ 164 milhões levados dos cofres do banco foram recuperados.
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Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, Jean Ricardo Galian, conhecido como “Gordo”, foi detido nas primeiras horas da manhã, em uma ação coordenada que mobilizou 15 policiais do 10º Batalhão da Polícia Militar e da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (PM).
Veículo blindado que estava com o suspeito foi apreendido (Foto: Polícia Militar/PM)Veículo blindado que estava com o suspeito foi apreendido (Foto: Polícia Militar/PM)
Com cinco mandados de prisão em aberto expedidos pela Comarca de Araçatuba (SP), Galian foi localizado no sítio de parentes, na zona rural de Borrazópolis. Ele já tinha sido abordado por policiais ontem (28), na cidade de Mauá da Serra (PR). Os agentes estranharam seu comportamento ao flagrá-lo dentro de um veículo blindado, junto com outro homem. Os dois suspeitos apresentaram documentos falsos e foram liberados. Só depois disso os policiais descobriram que os documentos apresentados eram falsos e que um dos indivíduos era Galian.
“A partir daí foi montada a ação deflagrada por volta das 6 horas da manhã desta quarta”, explicou o comandante do 2º Comando Regional da PM, coronel Marcos Antônio Wosny Borba, contando que o detento voltou a apresentar documentos falsos para evitar a prisão. Procuradas pela reportagem, nem a Polícia Militar do Paraná, nem a Secretaria de Segurança Pública souberam informar se Galian cumpriu integralmente a pena pelo furto ao Banco Central e a natureza dos cinco mandados de prisão em aberto.
Galian foi detido em flagrante, em setembro de 2006, enquanto participava da escavação de um túnel que daria acesso aos cofres de agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Rio Grande do Sul (Banrisul). Após confessar ter ajudado a escavar o túnel de cerca de 75 metros de comprimento por meio do qual a quadrilha chegou ao cofre do Banco Central, em Fortaleza, “Gordo” foi condenado, em dezembro de 2007, a 40 anos e seis meses de reclusão pelos crimes de furto, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Pouco tempo depois, a Justiça reduziu sua pena a oito anos e seis meses de prisão.
Durante seu julgamento, Galian afirmou à Justiça que pagou mais de R$ 2,4 milhões a policiais que o haviam detido e liberado após o pagamento de propina em pelo menos três ocasiões. Advogados de outros acusados chegaram a afirmar que, a exemplo de Galian, seus clientes também tinham sido soltos após pagar propina a policiais de São Paulo e do Ceará que já os tinham detido antes deles serem definitivamente presos e julgados.
O túnel, no qual a quadrilha acessou o cofre do Banco Central foi aberto a partir de uma casa alugada pelo grupo, que montou uma empresa de fachada no local para não chamar a atenção. Os bandidos levaram mais de R$ 164 milhões em cédulas de R$ 50 durante um final de semana. As notas tinham sido recolhidas para verificação do estado de conservação.

BARBEIRAGEM POLICIAIS

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Algo lamentável em um País que ainda peleja a duras penas na busca da retomada. E para que tudo isso? Qual a razão de 1100 policiais saírem às ruas na captura de 30 fiscais e intermediadores de alguns frigoríficos (nem quadrilhas da máfia mereceriam tamanho batalhão!) e depois chamarem o espetáculo de maior operação já feita até hoje? A “Carne Fraca” foi um desastre sobre qualquer ângulo que se enxergue. Trouxe muito menos resultado do que propagou. Difamou uma atividade que, na esmagadora maioria – ou na quase totalidade – dos cinco mil estabelecimentos envolvidos, nada deve no tocante à qualidade dos serviços. O que se viu ali deixa um sentimento de indignação e repulsa aos brasileiros. Agentes tecnicamente despreparados para entender o que estavam investigando e o que encontraram. Erros em profusão na comunicação. Fraudes pontuais tratadas com grande estardalhaço. Subornos baratos desproporcionais à escala das apurações. Bilhões perdidos em vendas e encomendas a troco de quase nada. Amostras mirradas de carne podre. Muita soberba e discrepância de dados. Para ficar num exemplo alarmante: a tão propalada denúncia do uso de papelão não passou de um erro interpretativo na escuta telefônica. Fiscais confundiram uma conversa sobre embalagem deduzindo tratar-se de um diálogo sobre mistura ilegal de papelão na carne. Quarenta frigoríficos foram relacionados como alvo e apenas dois laudos apresentados. A Polícia Federal fez inspeção em apenas uma única unidade antes de detonar a captura de acusados. As motivações para o aparato decorreram meramente das escutas telefônicas e do depoimento de uma testemunha ligada à pasta da agricultura. Críticas sobre a fragilidade das acusações vieram de todos os lados.
Ocorreram equívocos no entendimento sobre o uso de carne de cabeça em embutidos, sobre a concessão de certificados de garantia e até na identificação da origem dos problemas, mais relacionada a lotes de frango do que a peças de natureza bovina. Ataques a grandes fabricantes sem que eles estivessem diretamente ligados ao cerco foram uma constante.  No caso do portento JBS/Friboi, líder global com participação em 150 países, não há qualquer menção a irregularidades sanitárias e nenhum de seus dirigentes ou executivos foi sequer alvo de medidas judiciais (apenas um funcionário de uma unidade teve o nome citado por desvio de conduta). Mesmo assim, no plano da repercussão, o grupo foi o mais afetado devido à estatura e projeção. O concorrente BRF, por sua vez, teve até uma instalação interditada sem maiores motivos. Não está, naturalmente, em questão a necessidade de apurar eventuais crimes e identificar os culpados. Eles existem e são de várias vertentes, especialmente devido aos feudos políticos que se instalaram na rede dos negócios agropecuários. Mas a forma como a operação “Carne Fraca” foi realizada deixou muito a desejar. Não havia necessidade de enxovalhar reputações e, sabe-se, o dano causado à atividade ainda irá demorar muito a ser reparado. Estima-se em US$ 1,5 bilhão, preliminarmente, o prejuízo no comércio de carne neste ano. Outros US$ 8 bilhões evaporaram no valor das ações das companhias relacionadas. Dezenas de países cancelaram as encomendas ou estabeleceram novos critérios de exigências. As demissões, em apenas um dos frigoríficos, atingiram 200 funcionários. O número, no cômputo geral, tende a crescer atingindo indiscriminadamente vários níveis da cadeia produtiva. Um disparate! O que a armada policialesca acabou fazendo é de uma irresponsabilidade abominável. Quase destruiu a história de um setor que passou décadas para chegar onde está. Não precisava ser dessa maneira.

VIDEO DA MOBILIZAÇÃO CONTRA DENGUE EM SÃO ROBERTO



SAÚDE DE SÃO ROBERTO UNIDA CONTRA DENGUE


SAÚDE CONTRA A DENGUE EM SÃO ROBERTO-MA

                NESTA MANHÃ EM SÃO ROBERTO AS EQUIPES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE, AGENTES  DE SAÚDE, ENFERMEIRAS, SECRETARIA MUNICIPAL DE E FORÇA ESTADUAL DE SAÚDE FIZERAM JUNTOS UMA MOBILIZAÇÃO EM COMBATE A MOSQUITO DA DENGUES. 
ALERTANDO MORADORES E VISITANTES SOBRE O COMBATE AO AEDES  AEGYPTI:

Aedes aegypti é um mosquito de origem africana que teve sua primeira descrição realizada no Egito (daí a origem de seu nome). Ele provavelmente chegou aos outros continentes graças às embarcações saídas da África transportando negros, os chamados navios negreiros. Com ampla distribuição pelo globo, o  mosquito-da-dengue é adaptado ao ambiente urbano, onde encontra vários reservatórios ideais para sua fase larval. No Brasil, o Aedes aegypti foi identificado pela primeira vez em 1898 e atualmente é encontrado em todos os estados.































28 março 2017

Quantos empregos custa a Lava Jato?



por João Sicsú —

Da queda do PIB de 3,8% em 2015 e de 3,6% em 2016, estima-se que a operação é responsável por entre 2 e 2,5 pontos percentuais negativos

PetroleirosA economia brasileira teve agudo desempregoem 2015 e 2016. Os principais motivos foram as políticas econômicas equivocadas e os efeitos malignos da operação Lava Jato. Hoje, temos mais que 12 milhões de desempregados, segundo o IBGE.
A queda abrupta das atividades da Petrobras e das empreiteiras envolvidas pela operação, nos últimos anos, fechou direta ou indiretamente inúmeros postos de trabalho na indústria e na construção civil. São quase 3 milhões de trabalhadores demitidos nesses dois setores, em 2015 e 2016
Algumas consultorias divulgaram estudos que avaliam que do resultado negativo do PIB de 3,8% em 2015 e de 3,6% em 2016, estima-se que a operação é responsável por entre 2 e 2,5 pontos percentuais da queda de cada ano. Em outras palavras, se não fosse a Lava Jato, a recessão de cada ano teria sido algo em torno de 1,5%.
A Petrobras faz investimentos que representam 2% do PIB e o conjunto das empreiteiras envolvidas pela operação fazem investimentos da ordem de 2,8% do PIB. A influência dessas empresas sobre o resultado econômico global é significativo.  Os investimentos como proporção do PIB que já alcançaram 19,5%, em 2010; hoje estão em 16,4%.
É preciso separar os efeitos da Lava Jato sobre o desemprego daqueles decorrentes das políticas inadequadas de ajuste fiscal e de outros vetores. É importante quantificar a magnitude do desemprego causado exclusivamente pelos efeitos malignos da operação.
A Lava Jato não causou somente efeitos malignos diretos, tais como na empreiteira OAS que tinha 120 mil trabalhadores e, hoje, tem 30 mil, ou sobre a Engevix, que tinha 20 mil empregados e, agora, possui somente 3 mil. Nem causou efeitos negativos somente reduzindo a oferta de vagas de trabalho na construção civil e na indústria.
Os efeitos da Lava Jato começam nas empresas envolvidas pela operação, mas se espalham por toda a economia chegando até o mercado informal de trabalho (por exemplo, quando o desempregado egresso da OAS dispensa os trabalhos da sua diarista). Excluindo os efeitos econômicos negativos da operação, podem ser feitas as seguintes estimativas:
1) A taxa de desemprego no fim de 2016 não teria sido 12%, mas estaria entre 8 e 9%.
2) O número de desempregados, em dezembro de 2016, não teria sido de 12,3 milhões de trabalhadores, mas seria algo entre 8 e 9 milhões.
3) Portanto, os efeitos negativos da operação Lava Jato podem explicar o desemprego de cerca de 3 a 4 milhões de trabalhadores.

PRIMEIRA SEÇÃO DO MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES


A descriminalização das drogas nas mãos de Alexandre de Moraes

Novo ministro do Supremo herdou de Teori Zavascki um pedido de vista do processo sobre porte e uso de entorpecentes
Moraes

Alexandre de Moraes, aquele que foi filmado cortando pés de maconha no Paraguai, será o responsável imediato pelo debate sobre a descriminalização do uso e porte de drogas no Brasil. Na quarta-feira 22, Moraes tomou posse como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e caberá a ele dar continuidade ao julgamento do tema na Corte.
O novo ministro foi indicado por Michel Temerpara assumir a vaga deixada por Teori Zavascki, morto em um desastre aéreo em janeiro deste ano. Zavascki pediu vista do processo sobre o uso de drogas em setembro de 2015, e caberá a Moraes liberar a pauta. Não há prazo. Ou seja: o julgamento será retomado quando e se Moraes quiser.
O debate sobre a descriminalização ganhou força no início de 2017, após os massacresque deixaram centenas de mortos em penitenciárias do País e, mais uma vez, escancararam os problemas da superlotação do sistema. Relatório divulgado no início do ano pela organização Human Rights Watch aponta que a Lei de Drogas brasileira (Lei 11.343), que a partir de 2006 endureceu as penas para traficantes, é “fator chave para o drástico aumento da população carcerária no Brasil”.
Em 2005, diz o documento, 9% dos presos respondiam por crimes relacionados às drogas; em 2014 esse percentual saltou para 28%. A falta de clareza da legislação leva muitos usuários a serem presos como traficantes, e essa é uma das distorções que o Supremo terá o poder de corrigir. Em síntese, o Recurso Extraordinário 635.659 discute se é constitucional ou não punir o usuário de drogas.
A julgar pelo histórico do novo integrante da Corte, os defensores da descriminalização têm motivos para se preocupar. Em julho de 2016, o então ministro da Justiça se deixou filmar lançando golpes de facão contra pés de maconha em uma plantação no município paraguaio de Pedro Juan Caballero.
Meses depois, em dezembro, Moraes manifestou desejo de “erradicar a maconha” do continente sul-americano, segundo informações de especialistas em segurança pública que participaram de uma reunião na Justiça. Após a repercussão, o ministro negou que tivesse feito tal declaração e, em nota à imprensa, atacou acadêmicos presentes no encontro.
Como votaram os ministros
Quando o pedido de vista de Zavascki interrompeu o julgamento, o placar no STF estava em 3 a 0, a favor da descriminalização. Em seu voto, o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, defendeu a descriminalização de todas as drogas. Em um discurso longo e lido como progressista, Mendes ressaltou o respeito às liberdades individuais. "A criminalização da posse de drogas para consumo pessoal afeta o direito do livre desenvolvimento de personalidade em suas diversas manifestações", afirmou o ministro.
Pelo mesmo caminho seguiu o ministro Luiz Edson Fachin, o segundo a votar. "É preciso deixar nítido que o consumo de drogas pode acarretar sérios transtornos e danos físicos e psíquicos", disse. "Mesmo em presença disso, o tema também se coloca diante da liberdade, da autonomia privada e dos limites da interferência estatal sobre o indivíduo", concluiu Fachin, que votou pela descriminalização do uso e do porte apenas de maconha.
Último a votar até agora, o ministro Luís Roberto Barroso deu um passo além: fez comentários sobre o fracasso da guerra às drogas e, embora tenha votado pela descriminalização apenas da maconha, propôs que seja estabelecido uma quantidade de droga para que o porte para uso pessoal não seja confundido com tráfico e, por fim, defendeu o cultivo caseiro de cannabis. “Vinte e cinco gramas e até seis plantas fêmeas de maconha por pessoa”, afirmou Barroso.
Agora, com o processo nas mãos de Alexandre de Moraes, cabe à sociedade pressionar o ministro para que o tema, tão urgente, volte ao plenário
SAÚDE INFORMATIVO: A EQUIPE DE ESTRATEGIA DA SAÚDE E DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE ESTIVERO NO POVOADO PEDRO ALVES COM A REALIZAÇÃO  VACINAÇÃO CONTRA FEBRE AMARELA E EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE A TUBERCULOSE E DENGUE VISITANDO TODAS AS RESIDENCIA DA QUELE POVOADO:    











POLICIA MILITAR APREENDE ARMA DE FOGO E MUNIÇÃO

PM de São Roberto apreende um revólver 38 e 18 munições na MA-012: Saiba como

SEGUNDA-FEIRA, 27 DE MARÇO DE 2017




Hoje (27) por volta das 15:00h, durante uma barreira policial realizada na MA-012 na altura do Km 22, os Militares de serviço neste São Roberto realizou abordagens a veículos e condutores que trafegavam na região. Numa dessas abordagens, foi realizada a busca pessoal em três ocupantes de uma caminhonete modelo Toyota Hilux de cor prata e foram encontradas em poder de um dos sujeitos, de nome Ubiratan Carvalho, 12 (doze) munições de Calibre 38 intactas. Neste momento a guarnição o indagou se o mesmo possuía algum tipo de arma de fogo no interior do veículo, quando ele assumiu que portava um revólver Calibre 38, com 6 (seis) munições intactas, totalizando 18 (dezoito) munições. 

Ele informou que não possui autorização para portar arma de fogo, e nesse momento foi dada voz de prisão ao acusado, que foi conduzido para a Delegacia de Policia de Esperantinópolis, para que fossem tomadas as medidas cabíveis.


A Guarnição em serviço estava composta por:

3 SGT S OLIVEIRA
SD MENDES
GCM RICARDO

GCM SANDRA

27 março 2017

PROGRAMA MAIS IDH EM SÃO ROBERTO

Direitos da mulher, CPI da Previdência

Direitos da mulher, CPI da Previdência e foro privilegiado são destaques da semana

   
Waldemir Barreto/Agência Senado
Selo_Aconteceu_no_SenadoVeja como foi a semana de votações e debates no Senado, em que o Plenário prosseguiu votando matérias de interesse das mulheres. Além disso, foi apresentado requerimento para criação de CPI para investigar as contas da Previdência.

Presidiárias gestantes

O Plenário aprovou na quarta-feira (22) projeto que proíbe o uso de algemas em presas grávidas durante os atos médicos e hospitalares preparatórios para a realização do parto. O texto também proíbe a prática durante e logo após a presa dar à luz. O PLC 23/2017 torna lei uma medida já prevista em um decreto presidencial editado em setembro de 2016. A inclusão da medida no Código de Processo Penal torna o decreto uma política de Estado. A limitação no uso de algemas também estava prevista na Súmula Vinculante 11, editada em 2008 pelo Supremo Tribunal Federal. O projeto segue para sanção presidencial.

Amamentação

O Plenário também aprovou dois projetos voltados à amamentação. O PLC 25/2017 garante às mães o direito a acompanhamento e orientação sobre amamentação. E o PLC 24/2017 transforma o mês de agosto no Mês do Aleitamento Materno.

Heroínas da Pátria

Foi aprovado ainda pelo Plenário o PLC 22/2017, que inscreve o nome de Zuleika Angel Jones, a estilista Zuzu Angel (1921-1976), no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A proposta também altera a Lei 11.597/2007, que criou o chamado “Livro de Aço”, para explicitar que ele se destina a registrar o nome de “brasileiros e brasileiras” que tenham oferecido a vida à pátria, para sua defesa e construção, com excepcional dedicação e heroísmo.

CPI da Previdência

Será instalada em breve no Senado uma CPI para investigar a situação financeira da Previdência Social. O requerimento apresentado esta semana pelo senador Paulo Paim (PT-RS) para a criação da CPI totalizou 61 assinaturas de senadores. A CPI terá sete membros titulares e até oito meses de duração. Paim prevê que os trabalhos possam ser iniciados até a metade do mês de abril. O senador quer verificar as dívidas de grandes empresas com a Previdência, a sonegação e a concessão de anistias, desonerações e desvinculações tributárias que teriam provocado o desabastecimento do caixa do setor nos últimos anos.

Foro privilegiado

O Plenário deu início, na terça-feira (21), às sessões de discussão, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 10/2013, que dá fim ao foro privilegiado para autoridades públicas no caso de crimes comuns. Requerimento para que o texto, do senador Alvaro Dias (PV-PR), fosse colocado em pauta foi assinado por mais da metade dos senadores.

Terceirização

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, afirmou que incluirá projeto (PLC 30/2015) na pauta do Plenário sobre a terceirização. O texto deverá servir como complemento à proposta sobre o mesmo tema (PL 4302/98) aprovada esta semana na Câmara dos Deputados e encaminhada à sanção. O projeto que tramita no Senado é considerado uma alternativa à proposta da Câmara, tida como muito liberal por sindicatos e pela oposição. Eunício disse que pautará o projeto assim que o texto estiver pronto para votação no Plenário, lembrando que o projeto aprovado na Câmara começou a tramitar há quase duas décadas.

Fogos de artifício

A fabricação, o comércio e o uso de fogos de artifício poderão ser regulados por norma aprovada na quarta-feira (22) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta proíbe a fabricação, o comércio e a queima de balões pirotécnicos e de todos os fogos de artifício em cuja composição tenham sido utilizados "altos explosivos", materiais muito sensíveis que podem explodir sob a ação do fogo ou pelo impacto de um golpe. Se não houver recurso para votação em Plenário, o PLS 497/2013 segue diretamente para a Câmara.

Corte de energia

Também deve seguir para a Câmara o projeto (PLS 292/2015) também aprovado pela CCJ que proíbe a interrupção de fornecimento de energia elétrica, água e telefonia para hospitais públicos, delegacias de polícia, escolas públicas e unidades do corpo de bombeiros nos primeiros 60 dias após aviso de não pagamento de conta.

Recesso do Congresso

Outra proposta aprovada pela CCJ é a PEC 103/2015, que permite a interrupção da sessão legislativa do Congresso Nacional no meio do ano sem a aprovação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Apresentada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), a PEC segue agora para decisão em Plenário. Na justificação, Cássio afirma que a intenção é conferir ao Congresso um prazo mais elástico para conduzir o processo de elaboração da LDO.

Fiscalização e Controle

A CCJ também aprovou proposta (PRS 5/2017) que redefine as atribuições e denominações das atuais comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Transparência e Governança Pública (CTG). Pelo projeto, as competências de fiscalização e controle serão retiradas da CMA e acrescentada à CTG.

Testes em animais

A proibição ao uso de animais em testes para produção de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal recebeu o aval da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A proposta (PLC 70/2014) proíbe testes de ingredientes e de produtos cosméticos, veda o comércio de produtos que tenham sido testados em animais e incentiva técnicas alternativas para avaliar a segurança das formulações. De acordo com o texto aprovado, os testes em animais poderão ser admitidos pela autoridade sanitária em situações excepcionais, frente a “graves preocupações em relação à segurança de um ingrediente cosmético” e após consulta à sociedade.

Hospitais filantrópicos

Foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) o Projeto (PLS 290/2016) que permite a entidades de saúde filantrópicas e entidades de saúde sem fins lucrativos a renegociação de dívidas decorrentes de contribuições sociais em atraso. O texto segue agora para a análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Ultrassom no SUS

Mulheres entre 40 e 49 anos poderão ter acesso a ultrassonografia mamária pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a depender do PLS 583/2015, aprovado de forma terminativa na CAS. Pela proposta, o SUS fica obrigado a realizar o exame em mulheres jovens com elevado risco de câncer de mama ou que não possam ser expostas à radiação. Em qualquer caso, é necessário que o exame seja indicado por um médico. Se não houver recurso, o projeto segue direto para a Câmara.

Síndrome de Talidomida

Os portadores da Síndrome de Talidomida terão sua pensão especial reajustada. O aumento, previsto no PLS 504/2015, foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O texto segue agora para a Câmara. A talidomida é um medicamento que foi comercializado no país entre 1958 e 1965, sem a devida atenção das autoridades sanitárias, e resultou em milhares de vítimas com deficiência física. Atualmente, a substância é proibida para mulheres em idade fértil.

Atentado em Londres

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou voto de pesar, a ser endereçado à embaixada do Reino Unido em Brasília, pelas vítimas do ataque terrorista ocorrido na quarta-feira (22) nas proximidades do Parlamento britânico, em Londres. De acordo com as forças de segurança, foram cinco mortos e mais de 40 feridos. O atentado foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico.

Operação Carne Fraca

Em audiência pública sobre a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, promovida na quarta-feira (22) pelas Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Assuntos Econômicos (CAE), o ministro da Agricultura Blairo Maggi defendeu o processo de industrialização de carnes no Brasil e o serviço de inspeção que atesta a sanidade dos frigoríficos e granjas. Para Maggi, é hora de recuperar a confiança do mercado internacional ao mostrar que o problema detectado na operação é “pontual e localizado”, relacionado ao “desvio de conduta de servidores” e não à qualidade do produto. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, também participou da audiência.
Em Plenário, senadores de quase todos os partidos salientaram a boa qualidade da carne produzida no Brasil.